Como Encontrar a Paz Num Mundo Cheio de Confusão

Paz!

Onde se encontra a paz? Paz para as nações? Paz para nosso lar? E mais importante ainda, paz para nossa própria vida?

Este clamor de desespero tem se ouvido durante toda a história da humanidade. Mas à medida que o mundo vai ficando cada vez mais agitado, mais confuso, este clamor aumenta em intensidade.

Prezado leitor, é este o clamor de seu coração? No meio deste descontentamento e agitação, você deseja sossego? Um sossego capaz de acalmar a sua alma?

O delírio da velocidade, o barulho ensurdecedor, a urgência das muitas atividades e as mudanças constantes têm resultado num círculo vicioso de confusão e caos. Os avanços científicos, cuja finalidade é de tornar este mundo um lugar mais seguro, têm, na realidade, complicado muitos aspectos da vida. Embora a nossa vida em geral seja mais fácil do que a de nossos pais, as nossas preocupações têm aumentado. Somos um povo cansado, preocupado. Sem a menor dúvida, precisamos de direção e bons conselhos. Precisamos de segurança e confiança. Precisamos de paz no coração. É isso que nossa alma deseja.

Uma mente descansada é um dos maiores tesouros que o homem pode possuir. Quando deixamos de lado as nossas frustrações e ansiedades e entramos num estado de sossego e calma, isto pode ser comparado com a aquisição de uma joia de muito valor. A paz interior traz contentamento e felicidade. É uma fonte de ânimo, não apenas para nós mesmos, mas para os outros também.

Será possível encontrar este tesouro num mundo tão cheio de atritos e desespero, num mundo tão agitado e problemático?

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Que grande procura! As multidões estão procurando fama e riquezas, prazeres e poder, estudo e liberdade, achando que isso pode ser a fórmula mágica de uma mente descansada. Enchem a cabeça com conhecimento e o bolso com dinheiro, mas a alma permanece vazia! Outras pessoas tentam fugir da realidade da vida, mergulhando-se em álcool ou drogas, mas a paz que procuram sempre f ica mais na frente. Por mais que se esforcem, acabam presos num círculo vicioso de frustrações e decepções. Continuam vazios e solitários, com a cabeça perturbada, no meio de um mundo cheio de confusão.

A chave desta paz pode-se encontrar nas palavras de um escritor: “Desejamos paz interior, mas não temos coragem de examinar o coração”. Procuramos a causa de nossos problemas nas coisas exteriores, nas coisas palpáveis, e deixamos de olhar no interior, justamente onde o problema reside. Temos medo do que possa aparecer. Gostaríamos de jogar a culpa na situação turbulenta do mundo, mas a solução do problema tem que partir de dentro do coração, o único lugar onde o Grande Médico é capaz de fazer a sua cura.

Deus criou o homem com uma alma vivente. Esta alma deseja estar em comunhão com seu Criador. “Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmo 42:1-2). Somente o Deus eterno e seu Filho Jesus, com a Palavra viva, podem satisfazer a sua alma. De uma coisa pode ter a certeza: sua mente não descansará enquanto você não fizer as pazes com Deus.

Embora a alma sinta vontade de aproximar-se de Deus, nossa natureza pecaminosa se rebela contra o Criador. Ficamos divididos, com uma parte do coração desejando estar em comunhão com Deus e a outra parte procurando as coisas deste mundo. Nosso coração é o campo de batalha onde se trava uma guerra interminável. Esta luta interior cria um clima tenso. Somos como “o mar agitado que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo” (Isaías 57:20). Não pode haver paz até que a nossa mente, corpo e espírito estiverem sob o controle daquele que nos criou e nos compreende a fundo. Este Ser supremo, além de ser o Rei da terra, também quer ser o Rei da sua vida. Ele estava pensando em você quando veio ao mundo “para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz” (Lucas 1:79). Como Príncipe da Paz, ele convida a todos: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Ao chegarmos a Jesus, receberemos alívio e descanso, numa liberdade que somente ele é capaz de nos dar. Nossa paz será como as águas de um rio (leia Isaías 48:18). Será uma paz viva e forte, uma paz que refresca e que “excede todo o entendimento” (F ilipenses 4:7). Você gostaria de entregar seu fardo a ele e ouvi-lo dizer: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou...Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)?

Deus criou o homem e o colocou num lindo jardim onde havia tudo para a sua perf eita paz, gozo e felicidade. Mas quando Adão e Eva desobedeceram, imediatamente foram tomados por um sentimento de culpa. Agora, ao invés de sentir prazer em estar na presença de Deus, esconderam-se, cheios de vergonha. Sentimentos de culpa e medo se instalaram onde antes havia paz e felicidade. Foi este o início de um mundo atribulado — e das mentes atribuladas.

A Bíblia nos diz que o pecado da desobediência caiu sobre nós todos. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas” (Isaías 53:6). “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Sentimentos de culpa, temores, impaciência, mágoas, egoísmo e muitos outros, vão nos acompanhando. O resultado é cansaço físico e mental. Devemos dar graças porque Jesus veio ao mundo, “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16). Ele veio para nos dar a paz (leia João 16:33).

A primeira desobediência veio em consequência do desejo do homem de se exaltar. Até hoje, esta é uma das inclinações que mais se vê no homem e que acaba levando-o pelo caminho do desespero e da ruína. Quando damos mais importância a nossos próprios desejos do que à vontade de Deus, ficamos inquietos e insatisfeitos. Quanto mais andamos no caminho do egoísmo, mais a nossa vida se complica.

Ao invés de nos enxergar como o centro da nossa existência, temos que olhar a Deus e permitir que ocupe o lugar central em nossa vida. Quando Deus não está no centro de tudo, coisas insignificantes nos deixam preocupados e temerosos. Por outro lado, quando Deus está no centro, todas as funções da nossa vida partirão dele, como os raios de uma roda, fazendo com que nos sintamos felizes e realizados. Somente o coração que tem Deus no centro pode gozar de paz e firmeza.

O salmista declarou: “Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e salmodiarei” (Salmo 57:7). Confiando em Deus com todo o seu coração, sua mente estava descansada. Quando nosso coração está preparado, como disse o salmista, podemos sentir paz, por mais violenta que seja a tempestade em nosso redor. É possível ficarmos “atribulados, mas não angustiados: perplexos, mas não desanimados” (2 Coríntios 4:8).

Quando Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24), Ele estava convidando todos os homens a experimentarem uma nova vida de satisfação. “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; tudo se f ez novo” (2 Coríntios 5:17). Jesus convida: “Vinde a mim.” Você quer aceitar este convite? Ele quer transformar suas trevas em luz, suas dúvidas em certeza, suas lutas em paz, suas tristezas em alegria, seu cansaço em descanso, seu desespero em esperança e sua morte em vida.

Como aconteceu com os nossos primeiros pais, Adão e Eva, os temores e as preocupações começam a tomar conta de nossa vida quando perdemos contato com Deus. Quando conseguimos ver apenas as incertezas da vida e a corrupção deste mundo, a nossa segurança vai água abaixo, a confiança é abalada e a paz foge de nós.

A fé e a confiança são os antídotos contra os temores e as preocupações. Como a mente fica descansada quando confiamos no único Deus verdadeiro, aquele que existe de eternidade a eternidade! Como é maravilhoso ter um amigo que nunca muda e que nunca pára de nos amar! Este amigo sempre se lembra e sempre cuida de nós.

 Por que então andar preocupado? Aprenda a fazer o que se lê em 1 Pedro 5:7, “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” Depois da batalha há paz. Por que você não entrega sua vida ao Senhor? Lembre-se, que quem confia não se preocupa e quem se preocupa não confia. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Isaías 26:3).

Guardar mágoas é um veneno que também rouba a nossa paz, leva ao desânimo e à confusão. Não é fácil perdoar àqueles que foram injustos conosco, mas se quisermos ser perdoados, temos que perdoar. “Porém se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial não vos perdoará a vós” (Mateus 6:15). Tire todas as mágoas de seu coração, todas as irritações, e permita que Deus coloque seu amor e misericórdia em seu lugar. Somente assim poderá experimentar o perdão e sossego interior.

É possível que você esteja sentindo o peso de seus pecados — um peso insuportável. Se este for seu caso, saiba que não há necessidade de continuar sofrendo. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Quando isso acontece em sua vida, a paz de Deus, através do Senhor Jesus, encherá seu coração (leia Romanos 5:1). O rei Davi pecou e sofreu muito em consequência disso. Mas ele confessou seu pecado e Deus o perdoou. Ele permitiu que o grande Médico o curasse através do arrependimento, confissão e perdão. No Salmo 23 ele fala da confiança que sente em Deus. Com palavras lindas, ele descreve a paz que sente, bem como a paz e a comunhão que todos que andam perto do bom Pastor podem gozar em sua vida.

Vejamos:

1) O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. O bom Pastor deu a Davi uma paz que o deixou totalmente feliz e satisfeito. Se procurarmos “primeiro o reino de Deus, e a sua justiça”, todas estas coisas nos serão acrescentadas. Não teremos mais necessidades.

2) Ele faz com que sintamos paz no meio de um mundo confuso. Ele nos guia mansamente às águas tranquilas de seu amor.

3) Aqui Davi se lembra de quando sua alma estava inquieta. O bom Pastor viu seu problema e perdoou seus pecados, restaurando-lhe a sua alegria e paz.

4) Mesmo que as tempestades da vida nos sobrevenham, não temeremos mal algum, porque Deus está conosco. Ele nos liberta, nos protege e nos sustenta.

5) Realmente é maravilhoso como o bom Pastor nos dá de seu amor ao ponto de transbordar na presença de nossos inimigos!

6) As ovelhas deste Pastor têm toda proteção!

Você conhece este Pastor? Crê que tudo que ele fala é verdade? Confia nele? O profeta Isaías nos diz que este amoroso Pastor “apascentará o seu rebanho: Nos seus braços recolherá os cordeirinhos” (Isaías 40:11). Você sente vontade de deixar toda esta confusão e refugiar-se nos braços eternos de Deus? Está disposto a entregar todos os seus pecados a ele, todas as suas tentações e todos os seus temores, e render-se completamente a ele? A escolha é sua. Somente você tem condições de tomar esta decisão.

Quando você chega a Jesus Cristo com todo o seu coração, sua procura pela paz terá terminado. A paz e tranquilidade que você receberá, é apenas para aqueles que nele confiam. Você sentirá o que o poeta sentiu:

Conheço a paz, onde não há paz,

Uma calma no meio da tempestade,

Um esconderijo onde face a face,

Posso encontrar o meu bom Mestre.

                                                              —Ralph Spaulding Cushman

Você pode ter paz no meio de um mundo confuso!

Abra a porta de seu coração para Cristo hoje — agora — e algum dia ele abrirá a porta do céu para você, onde a paz perfeita não terá fim.

 

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O Presente De Deus: O Nascimento de Jesus

Jesus em uma manjedoura

Antes da criação do mundo, Deus já existia, junto com seu Filho Jesus e o Espírito Santo. Tudo que há no mundo foi criado por ele, inclusive o próprio homem, que ele colocou num lindo jardim. O homem desobedeceu às instruções que Deus lhe dera. Foi através dessa desobediência que o pecado entrou no mundo e o afastou de Deus. Para receber o perdão dos seus pecados, Deus pediu que as pessoas sacrificassem animais perfeitos. Na realidade, esses sacrifícios não tinham poder para perdoar seus pecados, mas faziam com que as pessoas acreditassem no sacrifício perfeito que Deus mandaria para o mundo. Esse sacrifício seria seu Filho Jesus que teria poder para perdoar todos os pecados de todas as pessoas.

Maria e o anjo

O anjo fala com Maria

Quatro mil anos depois que Deus criou o mundo, no povoado de Nazaré, havia uma moça chamada Maria que era a noiva de José. Um dia, um anjo procurou Maria e disse-lhe que seria a mãe de uma criança muito especial. Ela devia chamá-lo de Jesus. Este bebê não teria um pai como todos nós temos. Ele seria o Filho de Deus!

O nascimento de Jesus

A estrela que brilha sobre Belém

Texto completo de: O Presente De Deus: O Nascimento de Jesus

Depois de receber a visita do anjo, José e Maria fizeram a longa viagem a Belém para pagar os impostos que todos eram obrigados a pagar. Ao chegarem na cidade, descobriram que estava cheia de gente. Sendo que não havia lugar nas pensões, tiveram que pousar num estábulo. Foi aqui que Jesus nasceu. Maria envolveu Jesus em panos e o deitou numa manjedoura.

Os pastores

Os anjos trazem boas novas aos pastores

Naquela mesma noite, nos campos fora da cidade, havia pastores que cuidavam dos seus rebanhos de ovelhas. De repente um anjo apareceu e a glória do Senhor iluminou os pastores. O anjo lhes disse:

Não se assustem, pois trago boas notícias de grande alegria para todo o povo. Nesta noite nasceu o Salvador, que é Jesus Cristo o Senhor. Vocês acharão o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.

Nisso uma multidão de anjos apareceram e louvando e glorificando a Deus, dizendo:

Glória a Deus nas maiores alturas! Paz na terra e boa vontade entre os homens.

Depois que os anjos se ausentaram, os pastores deixaram suas ovelhas e se apressaram a Belém. Acharam o bebê assim como os anjos lhes disseram.

Os reis magos

Os reis magos trazem seus presentes

Depois que Jesus nasceu, vieram alguns reis magos de uma terra bem distante para Jerusalém. Perguntaram:

—Onde está aquele que nasceu para ser o rei dos judeus? Temos visto sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.

Ao saber disso, o rei Herodes ficou chateado. Chamou os sacerdotes e mestres da lei e perguntou o que sabiam disso. Disseram-lhe que segundo os profetas um rei nasceria em Belém. Herodes pediu que os reis magos fossem a Belém e procurassem este rei. Ao sair de Jerusalém, a mesma estrela que haviam seguido durante muito tempo os levou direto à casa onde o menino Jesus se encontrava. Eles caíram de joelhos e deram-lhe presentes de ouro, incenso e mirra. Os reis magos tiveram um sonho no qual Deus os advertiu que não voltassem a Jerusalém onde o malvado rei Herodes os esperava.

Jesus deu a sua vida por nós

Jesus era o Filho de Deus. Ele era perfeito e nunca cometeu um pecado. Aos 30 anos de idade Jesus começou a ensinar o povo sobre Deus, seu Pai. Ele fez muitos milagres; os cegos começaram a enxergar, os doentes foram curados e chegou a fazer com que os mortos tornassem a viver. Acima de tudo, ele ensinou o caminho que leva para o céu. Finalmente ele deu a sua vida como sacrifício pelos pecados do mundo todo.

Em João 3:16 a Bíblia diz:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Jesus deu sua vida na cruz como o grande sacrifício pelo pecado. Com a sua morte ele pagou o preço de todos os pecados. Não é preciso mais fazer sacrifício para ter os pecados perdoados. Com a sua morte Jesus cumpriu a promessa de Deus de enviar o Salvador ao mundo.

Jesus na cruz

Jesus foi morto por homens pecaminosos, mas ele era mais poderoso do que a morte. Depois de três dias ele mostrou-se vitorioso ao sair da sepultura. Nos dias seguintes muitas pessoas o viram com vida. Poucos dias depois ele abençoou seus discípulos e subiu para o céu.

Quando escolhemos crer em Jesus e entregar nossa vida a ele, seu sangue nos limpa de todos os nossos pecados. Ao aceitarmos este dom da salvação, somos unidos com Deus. Jesus se torna nosso Salvador pessoal e como Filho seu temos direito a todas as suas bênçãos. Algum dia Jesus voltará. Ele levará todos aqueles que creem nele para o céu, onde viverão com Deus durante toda a eternidade.

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A Sala dos Ficharios

Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. —Salmo 24:3-4

No dia do juízo, você conseguirá comparecer perante Deus com mãos limpas e coração puro?

Quantos de nós podemos dizer que temos mãos limpas e coração puro? Deus não pode aceitar o homem em seu estado natural. Por isso ele interveio e apresentou um plano para a nossa purificação: mandou Jesus para nos remir e purificar nossas mãos e nosso coração.

Você já teve vontade de saber como Deus vê a sua vida? Jesus nos diz: “Mas eu vos digo que de toda palavra frívola que os homens proferirem hão de dar conta no dia do juízo” (Mateus 12:36). Já que vamos prestar contas de toda palavra frívola que tivermos dito, deve haver algum tipo de registro delas. A Bíblia fala a respeito desse registro em Apocalipse 20:12. Onde diz: “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. Abriu-se outro livro, que é o da vida. Os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras”.

Joshua Harris, um jovem do estado de Maryland [EUA], estava passeando em Porto Rico. Uma noite teve um sonho através do qual sentiu que Deus lhe repreendeu pela sua infidelidade. Esse sonho lhe fez lembrar do sangue de Jesus e de seu poder para transformar as vidas.

Gostaríamos de contar-lhe este sonho:

Texto completo de: A Sala dos Ficharios

A sala

Estando meio dormindo e meio acordado, me vi numa sala. Nela não havia nada de relevante a não ser uma parede cheia de pequenos fichários. Eram como aqueles das bibliotecas que classificam os livros em ordem alfabética por autor ou assunto. Esses fichários, uma infinidade deles, se estendiam do piso ao teto e para os dois lados, cada um com um nome diferente. Ao me aproximar deles, o primeiro a atrair a minha atenção foi um que dizia: Garotas de que gostei. Abri o fichário e comecei a percorrer as fichas. Logo o fechei, pois fiquei espantado de ver que eu reconhecia os nomes escritos em cada uma das fichas.

Então, sem ninguém me dizer, entendi exatamente onde eu estava. Esta sala silenciosa, com seus muitos fichários, era o registro de toda a minha vida. Ali estavam anotados todos os meus atos, grandes e pequenos, de toda a minha vida, com uma riqueza de detalhe que a minha memória não conseguiria guardar.

Sentimentos de admiração, de curiosidade e de terror apoderaram-se de mim quando comecei a abrir aleatoriamente os fichários e a examinar o conteúdo das fichas. Algumas me encheram de alegria e doces recordações; outras trouxeram um sentimento de vergonha e remorso tão intenso que chegava a olhar para trás para ver se alguém estava me observando. Um arquivo chamado Amigos, ficava ao lado de outro intitulado Amigos que traí.

Os títulos variavam dos mais comuns até outros totalmente esquisitos: Livros que li, Mentiras que contei, Consolo que dei, Piadas que me fizeram rir. Alguns dos títulos chegavam a ser até engraçados: Vezes que ralhei com meus irmãos. De outros não conseguia rir: Vezes que resmunguei de meus pais. Eu não parava de me surpreender com o conteúdo dessas fichas. Muitas vezes havia mais do que eu imaginava; outras vezes havia menos do que eu esperava.

Fiquei abismado de ver o volume de coisas que já tinha feito na minha vida. Seria possível que eu tivesse tempo nestes meus vinte anos de escrever cada uma destas milhares — talvez milhões — de fichas? Mas cada uma delas confirmava esse fato; cada uma fora escrita por meu próprio punho e tinha a minha assinatura.

Quando puxei o arquivo chamado Músicas que escutei, vi que o fichário estava abarrotado de músicas. As fichas estavam compactadas, mas mesmo assim, após dois ou três metros, eu ainda não tinha achado o fim do arquivo. Fechei-o, envergonhado, nem tanto pela qualidade da música, mas principalmente por causa da quantidade de tempo que eu sabia que aquele arquivo representava.

Quando cheguei ao arquivo chamado Pensamentos imorais, senti um arrepio no meu corpo inteiro. Só abri a gaveta deste fichário uns dois centímetros, pois não queria saber o seu tamanho. Tirei uma ficha. Tremi ao ver seu conteúdo detalhado. Só de pensar que tal momento tinha sido registrado provocou um mal estar em mim.

De repente senti quase uma fúria animal. Um pensamento dominava a minha mente: “Ninguém jamais deve ver estas fichas! Tenho que destruí-las!” Num furor louco, arranquei aquele fichário. Seu tamanho não me importava mais. Eu tinha era que esvaziá-lo e queimar suas fichas. Mas quando peguei numa ponta e comecei a sacudi-lo, não consegui despejar nem uma ficha sequer. Desesperado, retirei uma ficha e tentei rasgá-la, só para descobrir que ela era tão resistente quanto o aço.

Derrotado e sem poder fazer mais nada, pus a ficha de volta e fechei a gaveta. Encostando minha cabeça na parede, suspirei profundamente, sentindo dó de mim mesmo. Então olhei e vi outro fichário, cujo título era: Pessoas com quem eu compartilhei o evangelho. O puxador era mais brilhante, mostrando seu pouco uso. Puxei-o e um fichário bem pequeno caiu nas minhas mãos, no qual havia menos de uma meia dúzia de fichas. Todas as fichas cabiam na minha mão.

Dos meus olhos lágrimas brotaram e comecei a chorar. Soluçava tanto que meu corpo tremia e meu estômago doía. Caí de joelhos e soltei um grito de desespero. Chorei de vergonha, de uma vergonha tão grande que parecia que meu coração arrebentaria. As longas fileiras de fichários pareciam boiar nos meus olhos cheios de lágrimas. Pensei: Ninguém jamais pode saber desta sala. Nunca! Preciso trancá-la e esconder a chave.

Mas enquanto eu limpava as lágrimas, eu o vi… Oh! não! Ele não… Logo Jesus!

Fiquei olhando, atônito, enquanto Jesus começou a abrir os fichários e a ler as fichas. Eu não queria ver a sua reação, mas quando criava coragem para olhar em seu rosto, via uma grande tristeza — uma tristeza muito mais profunda do que a minha. Por algum motivo ele foi direto aos piores fichários, abriu-os e começou a ler. Por que ele estava lendo estas fichas…?

Finalmente ele se virou e olhou para mim do outro lado da sala. Seus olhos estavam cheios de compaixão, mas era uma compaixão que não me irritava. Abaixei a cabeça, cobri meu rosto com as mãos e comecei a chorar novamente. Ele foi até onde eu estava e me abraçou. Ele poderia ter dito muitas coisas, mas não falou uma palavra; apenas chorou comigo.

Então, levantou-se e voltou para os fichários. Começando numa ponta da sala, ele os abria, tirava as fichas e em cada uma assinava seu nome por cima do meu.

“Não!”, gritei, correndo para ele. Só consegui repetir: “Não! Não!”, enquanto tirava da sua mão a ficha que segurava. O nome sagrado dele não podia aparecer nestas fichas. Mas estava! Escrito em vermelho, num vermelho escuro e intenso, num vermelho vivo. Então percebi que este vermelho era o seu sangue e que cobria o meu nome.

Carinhosamente ele pegou a ficha de volta. Sorriu, um sorriso triste, e continuou a assinar as fichas. Acho que nunca vou entender como fez aquilo tão rápido, mas num instante ouvi quando fechou o último fichário. Então ele voltou para o meu lado, colocou sua mão no meu ombro e disse: “Está consumado”.

Fiquei em pé e ele me levou para fora da sala. Não havia fechadura na porta. Havia muitas fichas que eu ainda teria que preencher.

Como está seu fichário hoje?

Se formos honestos conosco mesmos, vamos ter que admitir com tristeza e remorso que erramos em nossos pensamentos e ações. Nós, também, vamos corar de vergonha pelos pensamentos alimentados e as ações cometidas em secreto. A Bíblia diz em Romanos 2:16 que “Deus há de julgar os segredos dos homens, por meio de Jesus Cristo”. O apóstolo Pedro pregou: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vosso pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor” (Atos 3:19). Jesus já apagou seus pecados? Ou eles ainda o perseguem hoje?

Você quer ser liberto? Ou quer continuar carregando um fardo cheio de seus pensamentos e ações do passado? Nossos pecados são um fardo pesado em nosso coração e nossa vida. “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1:8). “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Jesus oferece perdão. Ele veio à terra e derramou seu sangue por todos os pecadores, abrindo o caminho da salvação para todos. Você gostaria de ser salvo? “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36). Leia o Salmo 51. Venha a Jesus agora! Arrependa-se e confesse seus pecados. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Confie em Jesus e terá o prazer de andar com ele. Diariamente ele dirigirá seus passos.

© 1995 – New Attitudes/Joshua Harris

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