Vitoria Sobre o Poder das Trevas

Jesus Cristo é o tema central da Bíblia Sagrada. Mas nem por isso ela deixa de nos falar sobre Satanás, sobre seu caráter e seu modo de agir entre os homens.

Houve um tempo quando Satanás foi um anjo de Deus. Mas um dia ele virou-se contra Deus, pois queria ser igual a seu Criador. Aqui na terra, Satanás estabeleceu seu próprio reino de trevas. Ele quer que este reino seja maior do que o reino de Deus. O que ele oferece ao ser humano é um substituto para aquilo que Deus, através do poder de seu Espírito Santo, está fazendo.

Na Bíblia, no livro de Êxodo, lemos do poder dos magos do Egito, que procuraram reproduzir os milagres que Deus operava pelas mãos de Moisés. No livro de Jó podemos ver claramente o ódio que Satanás tem pelos servos f iéis de Deus. Com grande crueldade tentou tirar de Jó tudo que tinha, procurando fazê-lo deixar o Deus verdadeiro.

Satanás procura alcançar seus objetivos através de temores, ameaças, promessas de prazeres ou poder, intimidações e suspeitas. Suas ideias, quando primeiro as apresenta, são cativantes e interessantes. Ele sugere: “Você gostaria de conhecer o futuro? Gostaria de compreender coisas que os outros não são capazes de entender?” Ou ele às vezes nos oferece curas miraculosas nos casos que a medicina moderna é incapaz de resolver. A astrologia e leitura da sorte podem parecer até inocentes, mas logo em seguida vêm certas palavras chaves a serem repetidas, ou fórmulas, junto com dias mais favoráveis do que outros e o medo de determinados números que não dão sorte. Com isso vem o pensamento que determinados espíritos precisam ser respeitados, ou temidos, devido ao poder que exercem sobre nós. É assim que Satanás cativa as pessoas e as leva para dentro de seu reino de temores, onde seus espíritos estão.

Muitos caem em suas mãos através da curiosidade que têm de coisas que de início não parecem ter nada de mais, como cartas de tarô, horóscopo, a leitura da sorte, e muitas outras coisas semelhantes. Despercebidamente vão se expondo ao poder dos espíritos malignos.

A meta de Satanás é de diminuir e f inalmente destruir a nossa fé em Deus, pois ele sabe que para um cristão ter uma vida de vitória, é preciso que tenha fé somente em Deus. O desejo de conhecer coisas ocultas ou de ter poderes sobrenaturais podem induzir a pessoa a experimentar coisas que são do reino de Satanás. Quem conf ia em Deus do fundo do coração não sente necessidade de conhecer o desconhecido. Para ele o poder de Cristo é tudo.

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Aquilo que começa como uma simples curiosidade, logo prende a pessoa numa teia de temores — temores do que poderá acontecer, temores de forças invisíveis, temores de pessoas, temores do próprio Satanás. Estes temores, como teias de aranha, começam a prender a pessoa que se entrega a estas práticas duvidosas. Satanás, que primeiro provocou os temores, agora afirma ter uma solução. Ele oferece novos poderes, desde que a pessoa se sujeite a outras práticas ou rituais. Ele alega que o temor de outros espíritos pode ser combatido com um aprofundamento naquilo que estão fazendo. É assim que ele induz a pessoa a “desenvolver-se” para adquirir novos poderes, quando na realidade está descendo cada vez mais nas profundezas das abominações satânicas. A segurança que Satanás promete é muito elusiva, pois sempre exige um envolvimento maior de outras entidades mais “evoluídas” de seu império malvado. Esta é a experiência de quem entra no ocultismo.

Satanás quer ocupar o lugar de Deus. Ele foi criado para adorar e não para ser adorado. Ele não é supremo e não tem poder para vencer o Cordeiro de Deus. Ele não pode dar segurança — e mesmo se pudesse, não daria, pois não quer que tenhamos segurança. Tendo como meta a destruição da humanidade, ele trabalha incansavelmente para colocar todos sob seu domínio. Para chegar a este ponto, procura fazer com que as pessoas desconf iem de Deus e de seu reino. O seu desejo é consolidar um reino em que ele próprio seja a autoridade absoluta. Seu governo é um sistema de temores e falsos poderes. Através de milagres, atrai as almas a si (leia 2 Coríntios 11:14-15). A f inalidade deste sistema é a destruição da paz e da segurança nos indivíduos, nos lares e no governo. Ele cativa as pessoas e faz com que sintam que sair deste reino colocaria sua vida em perigo.

Satanás é o inimigo mais terrível, mais malvado e mais cruel que você pode ter. Ele não tem um mínimo de consideração por ninguém. É um mentiroso. Nele não há verdade. Ele “é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Ele é homicida, o grande destruidor, é a fonte de todo ódio e pecado. Satanás é tão mal que nele não existe uma coisa sequer que preste ou que seja louvável.

Tudo que é errado neste mundo parte de Satanás. Não há pecado nem crime que seja baixo ou sujo demais para ele não cometer. Ele é a causa de todo ódio, de todos os assassinatos, de todas as brigas domésticas, das crianças espancadas, do uso de drogas, de toda imoralidade, de todos os lares destruídos, de todos os atritos, de todo feitiço, de toda desonestidade. Ele tem prazer em provocar crimes passionais, crimes contra vítimas inocentes que caem nas mãos de pessoas depravadas ou pervertidas. Ele é implacável e não perdoa ninguém. O sofrimento não provoca qualquer compaixão em Satanás. O derramamento de sangue e a morte são meios úteis em suas mãos para chegar aonde quer. Ele veio “para roubar, matar e destruir” (João 10:10).

O destino eterno de Satanás está selado. Há um lugar de fogo eterno preparado para ele e seus anjos (leia Mateus 25:41). Ele quer levar consigo o máximo de almas para este tormento. Ele sabe que a melhor maneira de fazer isso é enfraquecendo e f inalmente destruindo a nossa fé em Deus. Isto pode ser feito desaf iando abertamente a Palavra de Deus, ou então fazendo com que o Cristão f ique morno, descuidado ou permissivo.

Há libertação para aqueles que se encontram presos nas garras de Satanás. Ele quer que você pense que não há solução. A Bíblia nos diz que Jesus veio para libertar os cativos. Ele veio para dar vida. Jesus é o caminho, a verdade e a vida (leia João 14:6). Durante a sua vida aqui neste mundo, Jesus demonstrou seu poder sobre Satanás. Ele fez isso quando resistiu ao diabo no deserto e quando lançava fora os espíritos malignos pela Palavra de Deus (leia Mateus 4:1-11; Marcos 9:25-26). Jesus venceu o poder de Satanás através da sua morte na cruz e ressurreição dentre os mortos.

Nós também podemos tirar proveito desta morte e vencer o maior inimigo da nossa alma? Sim. Primeiramente temos que reconhecer que fomos presos por Satanás e que estamos amarrados com temores. Temos que reconhecer que isso é pecado. E sendo que é pecado, estamos perdidos enquanto continuarmos presos. Quem reconhece isso sabe que é impossível, por conta própria, libertar-se das garras de Satanás. Por isso é preciso clamar a Deus do fundo do coração, implorando a sua libertação. Temos que nos arrepender dos nossos pecados e abandoná-los. Temos que aceitar em fé o sangue que Jesus derramou para nos remir dos nossos pecados. Temos que nos entregar a Deus, aceitar seu perdão e f ielmente obedecer à sua Palavra. Quando fazemos isso, ele perdoa os nossos pecados, nos dá uma natureza nova, tira as dúvidas e temores do coração e no seu lugar coloca a paz. Então somos f ilhos de Deus. Isso chamamos de novo nascimento. Mas quem resiste à chamada de Deus, continua no reino de Satanás, e se não mudar a sua vida, ou cedo ou tarde será levado para o tormento eterno.

Se você ainda não compreende o plano de Deus, estude a sua Palavra, que é a Bíblia. Ore a Deus com coração sincero e ele lhe mostrará o seu caminho. Deus está chamando. Ele quer que você se liberte da escravidão de Satanás. Que Deus conceda seu poder para você se libertar. Leia o Salmo 91.

Leia também: Lucas 11:20-23 – Maior do que Satanás; Romanos 6:20-23 – Livre do pecado; Isaías 61:1 – Liberdade para os cativos; Romanos 8:1-2 – Livre de condenação.

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Como Encontrar a Paz Num Mundo Cheio de Confusão

Paz!

Onde se encontra a paz? Paz para as nações? Paz para nosso lar? E mais importante ainda, paz para nossa própria vida?

Este clamor de desespero tem se ouvido durante toda a história da humanidade. Mas à medida que o mundo vai ficando cada vez mais agitado, mais confuso, este clamor aumenta em intensidade.

Prezado leitor, é este o clamor de seu coração? No meio deste descontentamento e agitação, você deseja sossego? Um sossego capaz de acalmar a sua alma?

O delírio da velocidade, o barulho ensurdecedor, a urgência das muitas atividades e as mudanças constantes têm resultado num círculo vicioso de confusão e caos. Os avanços científicos, cuja finalidade é de tornar este mundo um lugar mais seguro, têm, na realidade, complicado muitos aspectos da vida. Embora a nossa vida em geral seja mais fácil do que a de nossos pais, as nossas preocupações têm aumentado. Somos um povo cansado, preocupado. Sem a menor dúvida, precisamos de direção e bons conselhos. Precisamos de segurança e confiança. Precisamos de paz no coração. É isso que nossa alma deseja.

Uma mente descansada é um dos maiores tesouros que o homem pode possuir. Quando deixamos de lado as nossas frustrações e ansiedades e entramos num estado de sossego e calma, isto pode ser comparado com a aquisição de uma joia de muito valor. A paz interior traz contentamento e felicidade. É uma fonte de ânimo, não apenas para nós mesmos, mas para os outros também.

Será possível encontrar este tesouro num mundo tão cheio de atritos e desespero, num mundo tão agitado e problemático?

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Que grande procura! As multidões estão procurando fama e riquezas, prazeres e poder, estudo e liberdade, achando que isso pode ser a fórmula mágica de uma mente descansada. Enchem a cabeça com conhecimento e o bolso com dinheiro, mas a alma permanece vazia! Outras pessoas tentam fugir da realidade da vida, mergulhando-se em álcool ou drogas, mas a paz que procuram sempre f ica mais na frente. Por mais que se esforcem, acabam presos num círculo vicioso de frustrações e decepções. Continuam vazios e solitários, com a cabeça perturbada, no meio de um mundo cheio de confusão.

A chave desta paz pode-se encontrar nas palavras de um escritor: “Desejamos paz interior, mas não temos coragem de examinar o coração”. Procuramos a causa de nossos problemas nas coisas exteriores, nas coisas palpáveis, e deixamos de olhar no interior, justamente onde o problema reside. Temos medo do que possa aparecer. Gostaríamos de jogar a culpa na situação turbulenta do mundo, mas a solução do problema tem que partir de dentro do coração, o único lugar onde o Grande Médico é capaz de fazer a sua cura.

Deus criou o homem com uma alma vivente. Esta alma deseja estar em comunhão com seu Criador. “Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmo 42:1-2). Somente o Deus eterno e seu Filho Jesus, com a Palavra viva, podem satisfazer a sua alma. De uma coisa pode ter a certeza: sua mente não descansará enquanto você não fizer as pazes com Deus.

Embora a alma sinta vontade de aproximar-se de Deus, nossa natureza pecaminosa se rebela contra o Criador. Ficamos divididos, com uma parte do coração desejando estar em comunhão com Deus e a outra parte procurando as coisas deste mundo. Nosso coração é o campo de batalha onde se trava uma guerra interminável. Esta luta interior cria um clima tenso. Somos como “o mar agitado que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo” (Isaías 57:20). Não pode haver paz até que a nossa mente, corpo e espírito estiverem sob o controle daquele que nos criou e nos compreende a fundo. Este Ser supremo, além de ser o Rei da terra, também quer ser o Rei da sua vida. Ele estava pensando em você quando veio ao mundo “para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz” (Lucas 1:79). Como Príncipe da Paz, ele convida a todos: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Ao chegarmos a Jesus, receberemos alívio e descanso, numa liberdade que somente ele é capaz de nos dar. Nossa paz será como as águas de um rio (leia Isaías 48:18). Será uma paz viva e forte, uma paz que refresca e que “excede todo o entendimento” (F ilipenses 4:7). Você gostaria de entregar seu fardo a ele e ouvi-lo dizer: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou...Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14:27)?

Deus criou o homem e o colocou num lindo jardim onde havia tudo para a sua perf eita paz, gozo e felicidade. Mas quando Adão e Eva desobedeceram, imediatamente foram tomados por um sentimento de culpa. Agora, ao invés de sentir prazer em estar na presença de Deus, esconderam-se, cheios de vergonha. Sentimentos de culpa e medo se instalaram onde antes havia paz e felicidade. Foi este o início de um mundo atribulado — e das mentes atribuladas.

A Bíblia nos diz que o pecado da desobediência caiu sobre nós todos. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas” (Isaías 53:6). “Pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). Sentimentos de culpa, temores, impaciência, mágoas, egoísmo e muitos outros, vão nos acompanhando. O resultado é cansaço físico e mental. Devemos dar graças porque Jesus veio ao mundo, “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16). Ele veio para nos dar a paz (leia João 16:33).

A primeira desobediência veio em consequência do desejo do homem de se exaltar. Até hoje, esta é uma das inclinações que mais se vê no homem e que acaba levando-o pelo caminho do desespero e da ruína. Quando damos mais importância a nossos próprios desejos do que à vontade de Deus, ficamos inquietos e insatisfeitos. Quanto mais andamos no caminho do egoísmo, mais a nossa vida se complica.

Ao invés de nos enxergar como o centro da nossa existência, temos que olhar a Deus e permitir que ocupe o lugar central em nossa vida. Quando Deus não está no centro de tudo, coisas insignificantes nos deixam preocupados e temerosos. Por outro lado, quando Deus está no centro, todas as funções da nossa vida partirão dele, como os raios de uma roda, fazendo com que nos sintamos felizes e realizados. Somente o coração que tem Deus no centro pode gozar de paz e firmeza.

O salmista declarou: “Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei, e salmodiarei” (Salmo 57:7). Confiando em Deus com todo o seu coração, sua mente estava descansada. Quando nosso coração está preparado, como disse o salmista, podemos sentir paz, por mais violenta que seja a tempestade em nosso redor. É possível ficarmos “atribulados, mas não angustiados: perplexos, mas não desanimados” (2 Coríntios 4:8).

Quando Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24), Ele estava convidando todos os homens a experimentarem uma nova vida de satisfação. “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; tudo se f ez novo” (2 Coríntios 5:17). Jesus convida: “Vinde a mim.” Você quer aceitar este convite? Ele quer transformar suas trevas em luz, suas dúvidas em certeza, suas lutas em paz, suas tristezas em alegria, seu cansaço em descanso, seu desespero em esperança e sua morte em vida.

Como aconteceu com os nossos primeiros pais, Adão e Eva, os temores e as preocupações começam a tomar conta de nossa vida quando perdemos contato com Deus. Quando conseguimos ver apenas as incertezas da vida e a corrupção deste mundo, a nossa segurança vai água abaixo, a confiança é abalada e a paz foge de nós.

A fé e a confiança são os antídotos contra os temores e as preocupações. Como a mente fica descansada quando confiamos no único Deus verdadeiro, aquele que existe de eternidade a eternidade! Como é maravilhoso ter um amigo que nunca muda e que nunca pára de nos amar! Este amigo sempre se lembra e sempre cuida de nós.

 Por que então andar preocupado? Aprenda a fazer o que se lê em 1 Pedro 5:7, “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” Depois da batalha há paz. Por que você não entrega sua vida ao Senhor? Lembre-se, que quem confia não se preocupa e quem se preocupa não confia. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” (Isaías 26:3).

Guardar mágoas é um veneno que também rouba a nossa paz, leva ao desânimo e à confusão. Não é fácil perdoar àqueles que foram injustos conosco, mas se quisermos ser perdoados, temos que perdoar. “Porém se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial não vos perdoará a vós” (Mateus 6:15). Tire todas as mágoas de seu coração, todas as irritações, e permita que Deus coloque seu amor e misericórdia em seu lugar. Somente assim poderá experimentar o perdão e sossego interior.

É possível que você esteja sentindo o peso de seus pecados — um peso insuportável. Se este for seu caso, saiba que não há necessidade de continuar sofrendo. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Quando isso acontece em sua vida, a paz de Deus, através do Senhor Jesus, encherá seu coração (leia Romanos 5:1). O rei Davi pecou e sofreu muito em consequência disso. Mas ele confessou seu pecado e Deus o perdoou. Ele permitiu que o grande Médico o curasse através do arrependimento, confissão e perdão. No Salmo 23 ele fala da confiança que sente em Deus. Com palavras lindas, ele descreve a paz que sente, bem como a paz e a comunhão que todos que andam perto do bom Pastor podem gozar em sua vida.

Vejamos:

1) O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. O bom Pastor deu a Davi uma paz que o deixou totalmente feliz e satisfeito. Se procurarmos “primeiro o reino de Deus, e a sua justiça”, todas estas coisas nos serão acrescentadas. Não teremos mais necessidades.

2) Ele faz com que sintamos paz no meio de um mundo confuso. Ele nos guia mansamente às águas tranquilas de seu amor.

3) Aqui Davi se lembra de quando sua alma estava inquieta. O bom Pastor viu seu problema e perdoou seus pecados, restaurando-lhe a sua alegria e paz.

4) Mesmo que as tempestades da vida nos sobrevenham, não temeremos mal algum, porque Deus está conosco. Ele nos liberta, nos protege e nos sustenta.

5) Realmente é maravilhoso como o bom Pastor nos dá de seu amor ao ponto de transbordar na presença de nossos inimigos!

6) As ovelhas deste Pastor têm toda proteção!

Você conhece este Pastor? Crê que tudo que ele fala é verdade? Confia nele? O profeta Isaías nos diz que este amoroso Pastor “apascentará o seu rebanho: Nos seus braços recolherá os cordeirinhos” (Isaías 40:11). Você sente vontade de deixar toda esta confusão e refugiar-se nos braços eternos de Deus? Está disposto a entregar todos os seus pecados a ele, todas as suas tentações e todos os seus temores, e render-se completamente a ele? A escolha é sua. Somente você tem condições de tomar esta decisão.

Quando você chega a Jesus Cristo com todo o seu coração, sua procura pela paz terá terminado. A paz e tranquilidade que você receberá, é apenas para aqueles que nele confiam. Você sentirá o que o poeta sentiu:

Conheço a paz, onde não há paz,

Uma calma no meio da tempestade,

Um esconderijo onde face a face,

Posso encontrar o meu bom Mestre.

                                                              —Ralph Spaulding Cushman

Você pode ter paz no meio de um mundo confuso!

Abra a porta de seu coração para Cristo hoje — agora — e algum dia ele abrirá a porta do céu para você, onde a paz perfeita não terá fim.

 

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Quarenta e Oito Horas no Inferno

—John N. Reynolds

Um dos casos mais interessantes de uma pessoa aparentemente morta que tornou a viver, que eu conheço, é o de George Lennox, um ladrão de cavalos de notoriedade no condado de Jefferson (EUA). Isto aconteceu enquanto ele estava cumprindo pena pela segunda vez na prisão. Na primeira, fora condenado pelo judiciário do condado de Sedgwick pelo mesmo crime: furto de cavalos.

Sendo que sua sentença condenatória estipulava trabalhos forçados, no inverno de 1887 foi trabalhar nas minas de carvão. Foi obrigado a trabalhar num lugar que lhe parecia bastante perigoso, chegando, inclusive, a comunicar este fato ao guarda responsável. Este, após uma investigação, disse que não havia perigo, e mandou que continuasse trabalhando no mesmo lugar. O detento obedeceu, mas antes de completar uma hora de serviço, o teto desabou, deixando-o totalmente soterrado. Permaneceu assim durante duas horas.

Na hora do almoço foi que deram conta de sua ausência, sendo iniciada, logo em seguida, uma busca. Descobriram-no debaixo de um monte de escombros. Tudo indicava que estava morto. Levado para fora da mina, o médico daquela instituição o examinou, também dando-o por morto. Seu corpo foi retirado para o hospital onde o banharam e vestiram-no para o enterro. Foi confeccionada uma urna na própria prisão e levada para o hospital. O capelão chegou para cumprir suas obrigações fúnebres. Um enfermeiro pediu a dois dos detentos que tirassem o cadáver da maca e o colocassem na urna, que estava no outro lado da sala. Cumpriram a ordem, um deles pegando nos seus pés e o outro nos ombros. Haviam andado mais ou menos a metade da distância quando aquele que lhe segurava pelos ombros tropeçou num cuspidor. Desequilibrou-se, deixando o cadáver cair ao chão e, para a grande surpresa de todos, ouviu-se um profundo gemido. Logo em seguida seus olhos se abriram e os demais sinais de vida foram aparecendo. Chamaram imediatamente o médico, e quando este chegou, no espaço de uns trinta minutos, o “defunto” estava tomando a água que acabara de pedir.

A urna foi guardada e utilizada posteriormente para enterrar outro detento. George trocou de roupa, colocando novamente o uniforme de praxe daquela instituição. O exame médico acusou duas fraturas numa de suas pernas e escoriações generalizadas. Permaneceu hospitalizado durante seis meses, para em seguida voltar ao serviço.

Texto completo de: Quarenta e Oito Horas no Inferno

Através de outro mineiro fiquei sabendo da experiência inusitada que o George tivera enquanto “morto”. Estimulado pela minha curiosidade, desejei muito conhecê-lo e ouvir de sua boca o ocorrido. Esta oportunidade não se deu durante uns poucos meses, mas finalmente deu certo. Fui transferido das minas para o escritório da prisão onde lavrei uns relatórios de fim de ano. A ressuscitação deste homem estava sendo discutida entre nós, quando, por acaso, alguém passou na frente da porta de nossa sala. Disseram-me que era ele. Logo mandei-lhe um bilhete, pedindo que viesse ao meu local de trabalho. Foi isso que ele fez e nós nos conhecemos. Foi de sua boca que ouvi esta história maravilhosa. Ele é um jovem que não passa dos trinta anos de idade. Apesar de muito inteligente e bem estudado, tornou-se um criminoso aparentemente incorrigível.

A parte que mais gostei da sua história foi o que ocorrera durante sua “morte”. Sendo taquígrafo, registrei fielmente as suas palavras:

Naquela manhã toda tive um pressentimento que algo terrível iria acontecer. Isto me incomodou a ponto de eu procurar o meu supervisor de minas, o Sr. Grason. Disse-lhe o que estava sentindo e pedi que vistoriasse o meu local de trabalho onde estava escavando carvão. Ele veio e a meu ver fez uma vistoria bem feita. Mandou que eu voltasse a trabalhar e disse que tudo indicava que eu estava perturbado. Voltei a trabalhar e depois de aproximadamente uma hora, de repente tudo ficou muito escuro. No mesmo instante, parecia que uma grande porta de ferro estava se abrindo, pela qual eu entrei. Logo me veio o pensamento de que eu estava morto e que me encontrava no mundo do além. Não pude ver ninguém. Por algum motivo, que eu próprio desconheço, comecei a me afastar da porta. Depois de andar bastante, cheguei às margens de um rio bem largo. Não estava escuro e tampouco era de dia. Havia uma luminosidade semelhante à que se vê numa noite estrelada. Estive nas margens do rio pouco tempo quando ouvi o rumor de remos cortando a água. Então foi chegando até onde eu estava, uma embarcação, cujo ocupante estava remando.

Perdi a fala. Depois de me olhar durante uns instantes, ele me disse que tinha vindo me buscar. Pediu que entrasse na embarcação e remasse até a outra margem do rio. Obedeci. Não trocamos palavra alguma. Queria tanto perguntar quem ele era e onde estávamos. Parecia que a minha língua estava grudada ao céu da boca. Não conseguia falar. Ao chegarmos à outra margem, desembarquei e o homem que me conduziu, simplesmente desapareceu.

De novo a sós, não sabia o que fazer. Olhando mais adiante, vi dois caminhos que passavam por um vale escuro. Um deles era largo e tinha o aspecto de ser bastante utilizado. O outro era estreito e saía para outro rumo. Instintivamente escolhi o caminho mais utilizado. Tinha andado pouco quando percebi que estava ficando cada vez mais escuro. De quando em quando, bem adiante, via-se uma espécie de relâmpago, através do qual eu conseguia enxergar o caminho.

Andei mais uma certa distância quando me deparei com um ser que sou totalmente incapaz de descrever. O máximo que posso fazer é apenas dar uma ideia bem vaga quanto ao seu aspecto aterrorizante. Parecia ligeiramente com um homem, embora muito maior. Devia ter no mínimo três metros de altura. Nas suas costas havia grandes asas. Era preto como o carvão que eu retirava da mina e estava totalmente nu. Na sua mão havia uma imensa lança de pelo menos cinco metros de comprimento. Seus olhos brilhavam como bolas de fogo. Seus dentes, brancos como pérolas, pareciam medir quase três centímetros. Seu nariz, se bem que nem parecia nariz, era enorme, largo e achatado. Seu cabelo era grosso, pesado, e comprido. Descia sobre os ombros maciços. Sua voz parecia mais com o rugir de um leão enjaulado do que com qualquer outra coisa.

Foi durante um destes relâmpagos que o vi pela primeira vez. Comecei a tremer como uma folha de palmeira no vento. A mão que segurava a lança estava erguida como se estivesse na iminência de me traspassar. Parei. Com voz muito mais horripilante do que se pode imaginar, mandou que o seguisse. Disse que tinha ordens para ser meu guia durante esta viagem. Segui no seu encalço. Que mais eu podia fazer? Depois de andarmos uma certa distância, vi à minha frente uma grande montanha, cuja face parecia ser vertical. Na verdade parecia ter sido cortada no meio e uma metade retirada. Nesta face vertical vi distintamente as palavras:

ESTE É O INFERNO

Meu guia se aproximou da montanha e com sua lança bateu com força três vezes. Abriu-se uma porta enorme e nós entramos. Fui conduzido por uma espécie de corredor dentro da montanha.

Durante algum tempo caminhamos em trevas absolutas. Me orientei pelos passos ruidosos e pesados de meu guia. O tempo todo eu ouvia gemidos angustiantes, como de um moribundo. À medida que andávamos, estes gemidos aumentavam em intensidade, e agora ouvia-se claramente alguém clamar: “Água! Água! Água!” Passei por outra porta, e pude ouvir o que parecia ser o clamor de um milhão de vozes gritando: “Água! Água!…” Chegamos a outra porta. Meu guia bateu e esta abriu-se. Vi agora que havíamos transposto a montanha e na minha frente havia uma planície extensa.

Foi então que meu guia me deixou e voltou para mostrar o caminho para outros espíritos perdidos. Fiquei parado nesta planície durante algum tempo quando um ser, semelhante ao primeiro, se aproximou de mim. Este, ao invés de carregar uma lança, carregava uma espada enorme. Sua missão era de me comunicar qual seria o meu destino eterno. Sua voz encheu a minha alma de terror. Disse: “Tu estás no inferno! Para ti não há mais esperança! Ao passar pela montanha, ouviste os gemidos e gritos dos perdidos que estavam pedindo água para aliviar a sequidão de suas línguas. Naquele corredor há uma porta que dá para o lago de fogo. Este, agora mesmo, será o teu destino. Antes de seres conduzido a este lugar de tormento, de onde nunca mais sairás, pois não há mais esperança para aqueles que entram aqui, tu poderás permanecer nesta planície, onde todos os perdidos têm o privilégio de contemplar os prazeres que gozariam se não estivessem aqui!”

Agora eu estava sozinho. Não sei se foi em consequência do grande medo que passei, mas tornei-me insensível às coisas. Meu corpo ficou inerte. Fiquei sem força alguma e minhas pernas não aguentavam mais o peso do meu corpo. Assim dominado, fui caindo ao chão. Uma sonolência apoderou-se de mim. Meio acordado, meio adormecido, parecia sonhar. Olhando para cima, bem distante de mim, vi a Linda Cidade, da qual lemos na Bíblia. Como eram formosas suas muralhas de jaspe! Olhando além disso, vi vastas planícies cobertas de lindas flores. Vi também o Rio da Vida e o Mar de Cristal. Miríades de anjos entravam e saíam pelas portas desta cidade, cantando, e oh! como tudo era maravilhoso! Entre estes anjos vi a minha querida mãe que há poucos anos havia falecido, seu coração esmagado pela minha maldade. Olhou para mim e parecia estar me chamando. Mas não tinha condições de me levantar. Sentia-me como se tivesse um grande peso me imobilizando. Uma brisa trouxe para mim a fragrância daquelas lindas flores, e agora ouvia-se com mais nitidez a doce melodia das vozes angélicas. Eu disse comigo mesmo: “Oh! Como queria fazer parte daquela multidão!”

Enquanto me deliciava com este cálice de gozo tão perfeito, de repente ele foi-me arrebatado dos lábios. Acordei do meu sono. Um dos habitantes deste lugar de trevas me trouxe de volta daquele lindo lugar e me informou que havia chegado a hora de eu ir para o lugar de meu destino eterno. Ordenou-me que o seguisse. Voltando pelo mesmo caminho, entramos novamente no mesmo corredor. Fui seguindo meu guia durante algum tempo até chegar a uma porta lateral. Passamos por esta, e logo em seguida por outra. Então vi, à minha frente, um lago de fogo!

Olhei, e até onde meu olho enxergava, vi um lago literal de fogo e enxofre. Grandes vagalhões de fogo se amontoavam um por cima do outro e grandes ondas de chamas se chocavam impetuosamente, elevando-se a grandes alturas, como as ondas do mar num imenso furacão. Na crista das ondas viam-se seres humanos lançados para cima, para logo em seguida, se afundarem até as profundezas deste lago medonho de fogo. Ao serem levadas para a crista dos vagalhões, estas almas amaldiçoavam o Deus justo, na mesma hora em que clamavam em grande angústia, pedindo água. Esta imensidão de fogo repercutia os gemidos destas almas perdidas.

Depois de algum tempo olhei para trás e, por cima da porta por onde entrara, vi as palavras:

Este é o teu destino! A eternidade não tem fim!

Daí a pouco, senti que o chão debaixo de meus pés estava começando a ceder e me vi afundando no lago de fogo. Sobreveio-me uma sede que as palavras não são capazes de descrever. Pedi água e neste instante meus olhos se abriram no hospital da prisão.

Nunca contei esta experiência aos oficiais da prisão, acreditando que me julgassem louco e me fechassem numa cela especial para os detentos que sofrem das faculdades mentais. Mas vi tudo isso e tenho a certeza absoluta de que o céu e o inferno existem, e que este inferno é fogo literal assim como lemos na Bíblia. E tenho certeza de outra coisa: nunca irei para aquele lugar.

Assim que abri meus olhos no hospital e vi que estava vivo, imediatamente entreguei meu coração a Deus. Vou viver e morrer como cristão. É verdade que nunca me esquecerei das cenas terríveis do inferno, mas tampouco sairão da minha memória as lindas coisas que vi no céu. Em breve pretendo me encontrar com minha querida mãe. Irei me sentar às margens daquele belo rio e passear com os anjos nas planícies que vi. Vou andar pelos vales e pelos montes carpetados de flores fragrantes, cuja beleza excede qualquer coisa que o ser mortal é capaz de imaginar, e ouvirei as canções dos salvos. Isto me recompensará muitas vezes pela minha vida aqui sobre a terra, mesmo tendo que me negar dos muitos prazeres mundanos que faziam parte do meu viver antes de vir para esta prisão. Não quero ter mais intimidade com meus comparsas do mundo vil do crime. Assim que sair deste lugar, quero ficar na companhia de pessoas boas.

Repasso para o leitor esta experiência de George assim como a ouvi. É uma das experiências mais lindas que jamais li. Que Deus abençoe esta mensagem de George, para que através dela muitas almas perdidas ainda despertem da morte espiritual! Oh! Como as pessoas conseguem duvidar da existência de um inferno literal! Diga-me como é possível, quando têm em suas mãos a Palavra de Deus, e mais ainda quando ficamos sabendo de uma revelação dessas? Homens e mulheres, parem! Virem-se! Peçam a Deus que lhes dê uma experiência de salvação que modifique os seus corações. Caso contrário, poderão passar não apenas quarenta e oito horas no inferno, mas toda a eternidade!

 

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