Inferno-O Destino dos Perdidos

Existem apenas dois destinos

eternos – o lugar ditoso dos salvos

e o abismo ardente dos perdidos.

A Bíblia fala do paraíso e do

abismo do inferno; da luz gloriosa

e de trevas exteriores.

No Dia do Juízo todos os seres humanos serão julgados, “e os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (João 5:29).

Quando os perdidos comparecerem perante o Grande Juiz para ouvirem a sua sentença: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23), para onde eles irão? E quando duas pessoas, convivendo e trabalhando juntas, ficarem separadas, uma sendo levada e a outra ficando, o que acontecerá com aquela que ficar? Quando os olhos infinitamente justos do Rei transpassarem, como uma espada flamejante, o ímpio munido apenas de desculpas visivelmente falsas, qual será o fim dele? Quando se abrir o Livro da Vida e faltar o nome de alguém, qual será o seu paradeiro?

A Bíblia fala de dois destinos eternos – da habitação bendita dos salvos e do abismo ardente, para onde serão arremessados todos os perdidos. Fala do paraíso e do abismo do inferno, da luz gloriosa e de um lugar de trevas absolutas. Há necessidade de apenas dois destinos, pois no dia do juízo, haverá apenas dois grupos de pessoas: Os salvos e os perdidos.

Não muito longe de Jerusalém existe um desfiladeiro profundo. Durante os reinados dos reis Acaz e Manassés, este vale teve uma serventia inimaginavelmente horrível. Aqui os seguidores de Moloque jogavam seus filhos nos braços vermelhos de calor de um imenso ídolo de bronze. Cantavam e dançavam para afogarem os gritos angustiados das vidas que se apagavam. Os hebreus chamavam este vale de Hinom. No grego, esta mesma região é chamada de Gehenna.

Texto completo de: Inferno-O Destino dos Perdidos

No tempo em que Jesus esteve aqui sobre a terra, era neste vale que os judeus jogavam seus detritos e imundícies. Animais mortos, bem como os cadáveres de indigentes e criminosos eram jogados neste lugar. O ambiente era carregado de um cheiro pútrido. Num esforço inútil de manter pelo menos uma certa aparência de asseio, ateava-se fogo, cuja fumaça manchava perpetuamente o horizonte. Havia abundância de animais à procura de carniça neste ambiente horripilante. Os vermes (bichos) não morriam e o fogo não se apagava.

Assim como Jerusalém, a cidade dos judeus, tipificava a Nova Jerusalém — a Santa Cidade Celestial de Deus — este vale simbolizava a desgraça eterna. Cristo usou a palavra Gehenna onze vezes ao referir-se ao castigo eterno do pecador. “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno [Gehenna], preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). Seus ouvintes, que conheciam pessoalmente este lugar espantoso, facilmente criavam uma imagem mental desta cena detestável e intolerável onde o fogo nunca se apagava. A doutrina de Gehenna — um lugar de castigo eterno depois do juízo — é uma verdade fundamentada pela Palavra de Deus.

Como será o inferno? Podemos apenas tentar imaginar, embora nunca conseguiremos, como é este lugar. As Escrituras fornecem apenas algumas comparações: um fogo devorador, fogo que nunca se apaga, trevas exteriores, castigo eterno, tormento, um lago de fogo.

Sem dúvida, estes versículos retratam uma consciência que arde descontroladamente, uma vergonha em chamas, uma memória envolta num fogo atormentador, um fogo que nunca se apaga. Apesar do simbolismo, estes termos são utilizados com tanta frequência que não podemos ignorar o fato que o inferno também será um fogo literal. Já que a Bíblia ensina claramente que o choro e o ranger de dentes serão literais, como negar o fato que o fogo também será literal?

No Dia do Juízo, os perdidos surgirão “para a ressurreição da condenação”. Tudo indica que na ressurreição os perdidos assumirão um corpo imortal, não glorioso como o dos salvos, mas sim, um que constantemente sente e experimenta a pena de morte, sem, contudo, perecer.

No inferno não nos esqueceremos de um só detalhe desta vida. Na parábola do homem rico e Lázaro (leia Lucas 16:19-31), o rico abriu seus olhos no inferno. A mensagem que este homem condenado ouviu foi: “Filho, lembra-te!”

Quando Deus diz, “Filho, lembra-te!”, não haverá possibilidade de esquecer. Como uma enxurrada que arrasta tudo, assim serão as lembranças das oportunidades perdidas de arrependimento e salvação, da graça rejeitada e do amor desdenhado. Os perdidos se lembrarão das coisas que amavam na vida: as riquezas, a fama, as diversões, e a sua própria vontade. Só que agora elas lhe atormentarão como um dente que não para de doer. Estas recordações, como uma cena interminável, se manterão vivas, mostrando constantemente os pensamentos maus, os pecados secretos, as mentiras, e todos os males cometidos durante a vida. E diante da impossibilidade do arrependimento, os perdidos clamarão: “Ah, mas se eu tivesse....”

O inferno será um lugar dominado pelos sentimentos de culpa e pela vergonha. O profeta Daniel diz: “Muitos dos que dormem no pó da terra ressurgirão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha e o desprezo eterno” (Daniel 12:2). Quando a sentença condenatória ressoar do Trono de Deus no Dia do Juízo, com os exércitos dos anjos como testemunhas, será como uma grande pedra de moinho atado ao pescoço do réu, que o arrastará para o lago ardente de culpa e vergonha do qual não existe retorno.

Não haverá descanso no inferno. “A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre. Não têm repouso nem de dia nem de noite” (Apocalipse 14:11). No mundo presente, aqueles que agonizam encontram pelo menos alguns momentos de alívio. Mesmo aqueles que por algum motivo estão sendo torturados, conseguem ocasionalmente dormir, ou um certo alívio durante alguns momentos de inconsciência. A própria morte se transforma em alívio. Mas no inferno não haverá alívio. Os açoites serão intermináveis. Os tormentos serão contínuos, a exemplo das ondas do mar. Os perdidos clamarão por alívio, mas seus clamores não serão ouvidos. Haverá um horrível ranger de dentes enquanto mexem e remexem, incessantemente procurando um lugar de refúgio, um momento de alívio. Mas tudo será inútil.

O inferno é um lugar de desespero absoluto. O desespero de saber que aqueles que entrarem lá não terão nem uma pequena chance, nem um raio de esperança de algum dia sair, isso esmagará toda esperança dos perdidos; serão um povo esquecido num lugar esquecido. Quando Deus virar as costas e renunciar irrevogavelmente o seu direito a estas almas, a sua condenação será selada para todo o sempre.

No inferno não haverá misericórdia; não haverá amor e nem tampouco qualquer vestígio de bondade ou graça. O próprio ambiente será impregnado pelo ódio. O remorso mais comovente, a tristeza, os clamores e os rogos não terão nenhum valor. Ninguém tomará tempo para escutar, e pior, ninguém se importará.

O inferno é um lugar de trevas exteriores. Deus é a luz e nele não há trevas. A condenação eterna é justamente o contrário. A epístola de Judas fala da “escuridão das trevas”. Com as trevas vem o temor, o mal, o diabo, os demônios e a morte. O inferno é tudo isso; nunca terá fim. A primeira morte terminará no juízo, mas a segunda nunca terá fim.

Para sempre sem fim… Depois de dez milhões de anos, o inferno apenas terá começado. Os tormentos e as lágrimas dos perdidos continuarão eternamente. A nossa mente finita não tem a capacidade de compreender tudo isso, e não é por menos, pois o inferno não foi preparado para os filhos de Deus. Foi preparado para o diabo e os seus anjos. Estes seres caídos estão aguardando nas cadeias das trevas, temendo e tremendo, conhecendo já qual será o seu destino eterno.

Mas a Bíblia não deixa dúvida alguma. Aqueles que não obedecem ao Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo, que não se arrependem, os incrédulos, os assassinos, os fornicários, os idólatras e os mentirosos, serão lançados no lago de fogo.

Hoje estamos servindo a um de dois senhores. Um, o Pai celestial, é amoroso e justo. O outro, Satanás, é inimaginavelmente mau. E de uma coisa podemos ter a plena certeza: aquele senhor a quem nós servimos aqui no tempo será o mesmo com quem nós passaremos a eternidade. Quando o juízo final revelar qual foi o nosso senhor, com quem ficaremos?

Deus não pode salvar aqueles que se recusam a servi-lo. Pensando bem, isso será completamente justo. Ninguém irá para o inferno sem motivo. Deus ama todo ser humano, “não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9). Deus está nos chamando para escolher o seu reino e para ficar ao seu lado. Está rogando porque nos ama.

Aqueles que forem para o inferno irão porque é o destino que escolheram. Qual destas duas sentenças ouviremos: “Vinde, benditos de meu Pai,” ou “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”?

 

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Quarenta e Oito Horas no Inferno

—John N. Reynolds

Um dos casos mais interessantes de uma pessoa aparentemente morta que tornou a viver, que eu conheço, é o de George Lennox, um ladrão de cavalos de notoriedade no condado de Jefferson (EUA). Isto aconteceu enquanto ele estava cumprindo pena pela segunda vez na prisão. Na primeira, fora condenado pelo judiciário do condado de Sedgwick pelo mesmo crime: furto de cavalos.

Sendo que sua sentença condenatória estipulava trabalhos forçados, no inverno de 1887 foi trabalhar nas minas de carvão. Foi obrigado a trabalhar num lugar que lhe parecia bastante perigoso, chegando, inclusive, a comunicar este fato ao guarda responsável. Este, após uma investigação, disse que não havia perigo, e mandou que continuasse trabalhando no mesmo lugar. O detento obedeceu, mas antes de completar uma hora de serviço, o teto desabou, deixando-o totalmente soterrado. Permaneceu assim durante duas horas.

Na hora do almoço foi que deram conta de sua ausência, sendo iniciada, logo em seguida, uma busca. Descobriram-no debaixo de um monte de escombros. Tudo indicava que estava morto. Levado para fora da mina, o médico daquela instituição o examinou, também dando-o por morto. Seu corpo foi retirado para o hospital onde o banharam e vestiram-no para o enterro. Foi confeccionada uma urna na própria prisão e levada para o hospital. O capelão chegou para cumprir suas obrigações fúnebres. Um enfermeiro pediu a dois dos detentos que tirassem o cadáver da maca e o colocassem na urna, que estava no outro lado da sala. Cumpriram a ordem, um deles pegando nos seus pés e o outro nos ombros. Haviam andado mais ou menos a metade da distância quando aquele que lhe segurava pelos ombros tropeçou num cuspidor. Desequilibrou-se, deixando o cadáver cair ao chão e, para a grande surpresa de todos, ouviu-se um profundo gemido. Logo em seguida seus olhos se abriram e os demais sinais de vida foram aparecendo. Chamaram imediatamente o médico, e quando este chegou, no espaço de uns trinta minutos, o “defunto” estava tomando a água que acabara de pedir.

A urna foi guardada e utilizada posteriormente para enterrar outro detento. George trocou de roupa, colocando novamente o uniforme de praxe daquela instituição. O exame médico acusou duas fraturas numa de suas pernas e escoriações generalizadas. Permaneceu hospitalizado durante seis meses, para em seguida voltar ao serviço.

Texto completo de: Quarenta e Oito Horas no Inferno

Através de outro mineiro fiquei sabendo da experiência inusitada que o George tivera enquanto “morto”. Estimulado pela minha curiosidade, desejei muito conhecê-lo e ouvir de sua boca o ocorrido. Esta oportunidade não se deu durante uns poucos meses, mas finalmente deu certo. Fui transferido das minas para o escritório da prisão onde lavrei uns relatórios de fim de ano. A ressuscitação deste homem estava sendo discutida entre nós, quando, por acaso, alguém passou na frente da porta de nossa sala. Disseram-me que era ele. Logo mandei-lhe um bilhete, pedindo que viesse ao meu local de trabalho. Foi isso que ele fez e nós nos conhecemos. Foi de sua boca que ouvi esta história maravilhosa. Ele é um jovem que não passa dos trinta anos de idade. Apesar de muito inteligente e bem estudado, tornou-se um criminoso aparentemente incorrigível.

A parte que mais gostei da sua história foi o que ocorrera durante sua “morte”. Sendo taquígrafo, registrei fielmente as suas palavras:

Naquela manhã toda tive um pressentimento que algo terrível iria acontecer. Isto me incomodou a ponto de eu procurar o meu supervisor de minas, o Sr. Grason. Disse-lhe o que estava sentindo e pedi que vistoriasse o meu local de trabalho onde estava escavando carvão. Ele veio e a meu ver fez uma vistoria bem feita. Mandou que eu voltasse a trabalhar e disse que tudo indicava que eu estava perturbado. Voltei a trabalhar e depois de aproximadamente uma hora, de repente tudo ficou muito escuro. No mesmo instante, parecia que uma grande porta de ferro estava se abrindo, pela qual eu entrei. Logo me veio o pensamento de que eu estava morto e que me encontrava no mundo do além. Não pude ver ninguém. Por algum motivo, que eu próprio desconheço, comecei a me afastar da porta. Depois de andar bastante, cheguei às margens de um rio bem largo. Não estava escuro e tampouco era de dia. Havia uma luminosidade semelhante à que se vê numa noite estrelada. Estive nas margens do rio pouco tempo quando ouvi o rumor de remos cortando a água. Então foi chegando até onde eu estava, uma embarcação, cujo ocupante estava remando.

Perdi a fala. Depois de me olhar durante uns instantes, ele me disse que tinha vindo me buscar. Pediu que entrasse na embarcação e remasse até a outra margem do rio. Obedeci. Não trocamos palavra alguma. Queria tanto perguntar quem ele era e onde estávamos. Parecia que a minha língua estava grudada ao céu da boca. Não conseguia falar. Ao chegarmos à outra margem, desembarquei e o homem que me conduziu, simplesmente desapareceu.

De novo a sós, não sabia o que fazer. Olhando mais adiante, vi dois caminhos que passavam por um vale escuro. Um deles era largo e tinha o aspecto de ser bastante utilizado. O outro era estreito e saía para outro rumo. Instintivamente escolhi o caminho mais utilizado. Tinha andado pouco quando percebi que estava ficando cada vez mais escuro. De quando em quando, bem adiante, via-se uma espécie de relâmpago, através do qual eu conseguia enxergar o caminho.

Andei mais uma certa distância quando me deparei com um ser que sou totalmente incapaz de descrever. O máximo que posso fazer é apenas dar uma ideia bem vaga quanto ao seu aspecto aterrorizante. Parecia ligeiramente com um homem, embora muito maior. Devia ter no mínimo três metros de altura. Nas suas costas havia grandes asas. Era preto como o carvão que eu retirava da mina e estava totalmente nu. Na sua mão havia uma imensa lança de pelo menos cinco metros de comprimento. Seus olhos brilhavam como bolas de fogo. Seus dentes, brancos como pérolas, pareciam medir quase três centímetros. Seu nariz, se bem que nem parecia nariz, era enorme, largo e achatado. Seu cabelo era grosso, pesado, e comprido. Descia sobre os ombros maciços. Sua voz parecia mais com o rugir de um leão enjaulado do que com qualquer outra coisa.

Foi durante um destes relâmpagos que o vi pela primeira vez. Comecei a tremer como uma folha de palmeira no vento. A mão que segurava a lança estava erguida como se estivesse na iminência de me traspassar. Parei. Com voz muito mais horripilante do que se pode imaginar, mandou que o seguisse. Disse que tinha ordens para ser meu guia durante esta viagem. Segui no seu encalço. Que mais eu podia fazer? Depois de andarmos uma certa distância, vi à minha frente uma grande montanha, cuja face parecia ser vertical. Na verdade parecia ter sido cortada no meio e uma metade retirada. Nesta face vertical vi distintamente as palavras:

ESTE É O INFERNO

Meu guia se aproximou da montanha e com sua lança bateu com força três vezes. Abriu-se uma porta enorme e nós entramos. Fui conduzido por uma espécie de corredor dentro da montanha.

Durante algum tempo caminhamos em trevas absolutas. Me orientei pelos passos ruidosos e pesados de meu guia. O tempo todo eu ouvia gemidos angustiantes, como de um moribundo. À medida que andávamos, estes gemidos aumentavam em intensidade, e agora ouvia-se claramente alguém clamar: “Água! Água! Água!” Passei por outra porta, e pude ouvir o que parecia ser o clamor de um milhão de vozes gritando: “Água! Água!…” Chegamos a outra porta. Meu guia bateu e esta abriu-se. Vi agora que havíamos transposto a montanha e na minha frente havia uma planície extensa.

Foi então que meu guia me deixou e voltou para mostrar o caminho para outros espíritos perdidos. Fiquei parado nesta planície durante algum tempo quando um ser, semelhante ao primeiro, se aproximou de mim. Este, ao invés de carregar uma lança, carregava uma espada enorme. Sua missão era de me comunicar qual seria o meu destino eterno. Sua voz encheu a minha alma de terror. Disse: “Tu estás no inferno! Para ti não há mais esperança! Ao passar pela montanha, ouviste os gemidos e gritos dos perdidos que estavam pedindo água para aliviar a sequidão de suas línguas. Naquele corredor há uma porta que dá para o lago de fogo. Este, agora mesmo, será o teu destino. Antes de seres conduzido a este lugar de tormento, de onde nunca mais sairás, pois não há mais esperança para aqueles que entram aqui, tu poderás permanecer nesta planície, onde todos os perdidos têm o privilégio de contemplar os prazeres que gozariam se não estivessem aqui!”

Agora eu estava sozinho. Não sei se foi em consequência do grande medo que passei, mas tornei-me insensível às coisas. Meu corpo ficou inerte. Fiquei sem força alguma e minhas pernas não aguentavam mais o peso do meu corpo. Assim dominado, fui caindo ao chão. Uma sonolência apoderou-se de mim. Meio acordado, meio adormecido, parecia sonhar. Olhando para cima, bem distante de mim, vi a Linda Cidade, da qual lemos na Bíblia. Como eram formosas suas muralhas de jaspe! Olhando além disso, vi vastas planícies cobertas de lindas flores. Vi também o Rio da Vida e o Mar de Cristal. Miríades de anjos entravam e saíam pelas portas desta cidade, cantando, e oh! como tudo era maravilhoso! Entre estes anjos vi a minha querida mãe que há poucos anos havia falecido, seu coração esmagado pela minha maldade. Olhou para mim e parecia estar me chamando. Mas não tinha condições de me levantar. Sentia-me como se tivesse um grande peso me imobilizando. Uma brisa trouxe para mim a fragrância daquelas lindas flores, e agora ouvia-se com mais nitidez a doce melodia das vozes angélicas. Eu disse comigo mesmo: “Oh! Como queria fazer parte daquela multidão!”

Enquanto me deliciava com este cálice de gozo tão perfeito, de repente ele foi-me arrebatado dos lábios. Acordei do meu sono. Um dos habitantes deste lugar de trevas me trouxe de volta daquele lindo lugar e me informou que havia chegado a hora de eu ir para o lugar de meu destino eterno. Ordenou-me que o seguisse. Voltando pelo mesmo caminho, entramos novamente no mesmo corredor. Fui seguindo meu guia durante algum tempo até chegar a uma porta lateral. Passamos por esta, e logo em seguida por outra. Então vi, à minha frente, um lago de fogo!

Olhei, e até onde meu olho enxergava, vi um lago literal de fogo e enxofre. Grandes vagalhões de fogo se amontoavam um por cima do outro e grandes ondas de chamas se chocavam impetuosamente, elevando-se a grandes alturas, como as ondas do mar num imenso furacão. Na crista das ondas viam-se seres humanos lançados para cima, para logo em seguida, se afundarem até as profundezas deste lago medonho de fogo. Ao serem levadas para a crista dos vagalhões, estas almas amaldiçoavam o Deus justo, na mesma hora em que clamavam em grande angústia, pedindo água. Esta imensidão de fogo repercutia os gemidos destas almas perdidas.

Depois de algum tempo olhei para trás e, por cima da porta por onde entrara, vi as palavras:

Este é o teu destino! A eternidade não tem fim!

Daí a pouco, senti que o chão debaixo de meus pés estava começando a ceder e me vi afundando no lago de fogo. Sobreveio-me uma sede que as palavras não são capazes de descrever. Pedi água e neste instante meus olhos se abriram no hospital da prisão.

Nunca contei esta experiência aos oficiais da prisão, acreditando que me julgassem louco e me fechassem numa cela especial para os detentos que sofrem das faculdades mentais. Mas vi tudo isso e tenho a certeza absoluta de que o céu e o inferno existem, e que este inferno é fogo literal assim como lemos na Bíblia. E tenho certeza de outra coisa: nunca irei para aquele lugar.

Assim que abri meus olhos no hospital e vi que estava vivo, imediatamente entreguei meu coração a Deus. Vou viver e morrer como cristão. É verdade que nunca me esquecerei das cenas terríveis do inferno, mas tampouco sairão da minha memória as lindas coisas que vi no céu. Em breve pretendo me encontrar com minha querida mãe. Irei me sentar às margens daquele belo rio e passear com os anjos nas planícies que vi. Vou andar pelos vales e pelos montes carpetados de flores fragrantes, cuja beleza excede qualquer coisa que o ser mortal é capaz de imaginar, e ouvirei as canções dos salvos. Isto me recompensará muitas vezes pela minha vida aqui sobre a terra, mesmo tendo que me negar dos muitos prazeres mundanos que faziam parte do meu viver antes de vir para esta prisão. Não quero ter mais intimidade com meus comparsas do mundo vil do crime. Assim que sair deste lugar, quero ficar na companhia de pessoas boas.

Repasso para o leitor esta experiência de George assim como a ouvi. É uma das experiências mais lindas que jamais li. Que Deus abençoe esta mensagem de George, para que através dela muitas almas perdidas ainda despertem da morte espiritual! Oh! Como as pessoas conseguem duvidar da existência de um inferno literal! Diga-me como é possível, quando têm em suas mãos a Palavra de Deus, e mais ainda quando ficamos sabendo de uma revelação dessas? Homens e mulheres, parem! Virem-se! Peçam a Deus que lhes dê uma experiência de salvação que modifique os seus corações. Caso contrário, poderão passar não apenas quarenta e oito horas no inferno, mas toda a eternidade!

 

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Salvação Eterna

Não há nada mais importante neste mundo do que a salvação da nossa alma. A salvação determinará onde passaremos a eternidade.

Jesus Cristo resume a grande urgência deste assunto com a seguinte pergunta: “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8:36).

A salvação está intimamente relacionada à vida eterna. “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (1 João 2:25). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Jesus disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:2-3). Este é o lugar de vida sem fim onde “não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor” (Apocalipse 21:4).

Segundo a Bíblia, os que não têm salvação estarão perdidos eternamente. Jesus “dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos… E irão estes para o tormento eterno” (Mateus 25:41, 46). Jesus diz que no fim ele enviará seus anjos para reunir todos os que praticaram a iniquidade para lançá-los “na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes” (Mateus 13:42).

“Aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27).

Há salvação em Jesus Cristo

Texto completo de: Salvação Eterna

Todos precisam de um Salvador. A própria Maria, mãe de Jesus, falava de “Deus meu Salvador” (Lucas 1:47). Como todos nós, ela também precisava de um Salvador, pois todos temos pecado. A Bíblia diz: “Não há um justo, nem um sequer… Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:10, 23). São os nossos pecados que nos separam de Deus.

Jesus Cristo é o Salvador do mundo. Depois de conversarem com Jesus, algumas pessoas disseram: “Nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” (João 4:42). Falando de Jesus, o apóstolo Pedro exclamou: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). O apóstolo João escreveu “que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo” (1 João 4:14). Também lemos que “esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens” (1 Timóteo 4:10).

Jesus Cristo morreu por nossos pecados (leia 1 Coríntios 15:3). João nos diz que Jesus morreu “pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 João 2:2). A morte de Jesus na cruz e sua ressurreição nos reconciliaram com Deus e abriram a porta da salvação.

É através do arrependimento dos nossos pecados e o novo nascimento pela fé em Deus que podemos ser salvos. Jesus disse: “Necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).

Numa de suas pregações, o apóstolo Pedro disse: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados” (Atos 3:19).

“Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1 Timóteo 1:15).

Uma advertência da Palavra de Deus

A Palavra de Deus tem advertências que precisam ser entendidas e levadas a sério.

Em Hebreus 4:1 lemos: “Temamos, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás”. Jesus disse: “Vede não vos enganem” (Lucas 21:8).

O engano é um perigo real, pois existe um grande enganador, “a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Ele quer nos enganar sobre a salvação. O apóstolo Paulo escreveu sobre “outro Jesus”, “outro espírito” e “outro evangelho” e explica que “o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” e que seus ministros se transfiguram “em ministros da justiça” (leia 2 Coríntios 11:3-4, 13-15).

O novo nascimento, que acontece através da fé em Jesus Cristo e o arrependimento de todos os seus pecados, muda totalmente a vida da pessoa. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). Quem realmente nasceu de novo tem o Espírito de Jesus Cristo. “Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8:9).

Quando um pecador penitente nasce de novo, ele abandona seus pecados. O apóstolo João escreve: “Quem comete o pecado é do diabo… Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado” (1 João 3:8-9).

“E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46).

Continuando salvo

Para continuar salvo depois de ser perdoado por Jesus e ter nascido de novo, há uma coisa básica que precisa sempre estar presente, que é a fidelidade.

Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos” (João 8:31).

Jesus também ensinou: “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (Mateus 24:13). Falando com o anjo da igreja em Esmirna ele disse: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). E para o anjo da igreja em Sardes, ele disse: “O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida” (Apocalipse 3:5). O apóstolo Paulo escreveu: “Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (1 Coríntios 4:2).

Deus julga com severidade a infidelidade. Hebreus 10:26-27 nos diz que “se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários”. Transgressões voluntárias não são perdoadas pelo sangue de Cristo enquanto o transgressor não se arrepender do seu pecado para ser restaurado à  comunhão com ele. O apóstolo Pedro também escreveu: “Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado” (2 Pedro 2:21).

Jesus disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” (Mateus 16:24). Deus promete a salvação eterna para aqueles que são fiéis e lhe obedecem até o fim.

“E agora, filhinhos, permanecei nele” (1 João 2:28).

 

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